Domingo, Novembro 8

O Arrear da Bandeira - Farol da Ferraria

Hoje, 8-11-2009, o Farol da Ferraria celebrou o seu 108º aniversário.
Como manda a tradição, desde 1901, o Arrear da Bandeira, aqui, a 2 minutos de distância.
Óbvio, será também, o Hastear da Bandeira, amanhã, logo pelos primeiros raios de Sol.
Enquanto a noite passa, suspenso fica este mundo e, com ele, muitas pessoas que aguardam pelo raiar de uma nova aurora.

Da história destes baluartes da navegação, e das gentes e que os operou, se faz a nossa história.
A história a que me refiro, a estas tintas do final do século XIX muito deve a sua perpetuação. Muita outra história está para ser escrita mas, nem toda por aquela tinta.

Sexta-feira, Novembro 6

E mesmo a terminar o dia...

Obrigado, Nuno!

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"Sistema" da SATA deixa em terra doente com AVC !

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(via zirigunfo)
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A SATA, empresa de serviço público e subsidiada para o mesmo por todos nós, é incapaz de transportar um doente em estado grave das Flores para São Miguel! Consta que se esqueceram da maca e do o2 no Aeroporto da Horta. Alegadamente uma falha "no sistema interno de comunicação da SATA" (e-mail, messenger ou pombo-correio?) terá sido a causa de tal "falha". A culpa é sempre do "sistema" e nunca do "factor humano". Apesar do voo ter partido do Aeroporto de PDL levando a bordo os equipamentos necessários ao transporte de emergência requerido nas Flores os mesmos foram descarregados no Aeroporto da Horta. Falha do "sistema", claro está. Então e a tripulação do "mini bus" da SATA não sabia do manifesto de carga que transportava, qual o seu destino e missão? Consequentemente, mais de 24 horas depois do acidente e pedido de apoio foi necessário um transporte de urgência com recurso à Força Aérea Portuguesa ! Extraordinário: os serviços do Estado central a substituírem uma empresa regional com obrigações de serviço público mas incapaz de cumprir os mínimos numa situação de emergência. Porventura, dir-se-á que se trata de exagero, ficção ou má fé contra o "sistema de comunicação interno da SATA", mas o mínimo que deveriam fazer era pedir desculpas à família do "accionista" (ou "stakeholder" se quiserem ser modernaços) que ficou à espera dos serviços de bandeira da SATA mas foi evacuado nas asas da Força Aérea de Portugal. Assim vai a nossa Autonomia, e assim definham os nossos Açores, quando somos capazes de transportar Suecos de Estocolmo, para virem gastar umas coroas na Região, mas somos incapazes, a bem da coesão, de assistir um Açoriano, – um de nós – que apenas precisava de ser transportado, de urgência, de uma ilha para a outra a bordo de uma aeronave de serviço público Regional. Em caso de emergência chamem as Forças Armadas – presumivelmente melhor dotada de um "sistema interno de comunicações" eficaz - que pelos vistos apelar à SATA constitui um risco para a saúde !
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Múltiplos desafios


José Nuno da Câmara Pereira Colectiva 2009

Quando todos vaticinavam uma ida de Ricardo Rodrigues para o XVIII Governo Constitucional eis que algo verdadeiramente surpreendente aconteceu - Gabriela Canavilhas, a dinâmica Directora Regional da Cultura, foi nomeada Ministra da Cultura no governo de José Sócrates. Só quem por desdém ou desconhecimento pode minorar as capacidades da nova titular, quer inclusive, pelo trabalho empreendido ao longo de 5 anos à frente dos destinos da Orquestra Metropolitana de Lisboa ou nestes últimos 11 meses a dirigir a Direcção Regional da Cultura.

Foram muitos os projectos e medidas implementadas na vigência de Gabriela Canavilhas, mas um no qual trabalhou afincadamente, e que visa fomentar o "desenvolvimento de projectos individuais de criação e de pesquisa de linguagens nas áreas artísticas", é o Programa de Bolsas para a Criação Artística, já publicado em Jornal Oficial. Esta medida pretende constituir-se como um incentivo ao incremento de "condições materiais" para que artistas e profissionais residentes nos Açores possam "criar", bem como, no fomento à produção e à difusão das Artes, entre nós. Está prevista a concessão de 2 bolsas por categoria, num total de 14 bolsas anuais, com um valor de € 10.000 (dez mil euros), com a seguinte abrangência: Artes Visuais, Criação Literária, Dança (Coreografia), Dramaturgia, Fotografia e Música.

A política cultural seguida nos Açores é distintamente de esquerda, quer pelo carácter actual e cosmopolita, quer pela "protecção" dos seus Arquivos (e tradições), quer ainda pela abertura à investigação, a par da sua contextualizada difusão. Não obstante, devemos promover o conhecimento, de forma mais ou menos lúdica, bem como, estabelecer uma relação mais estreita com a ciência e as novas formas de tecnologia, de modo a que se estabeleçam cumplicidades e a transferência de conhecimento entre áreas distintas (inspirado parcialmente em António Pinto Ribeiro, "À Procura da Escala", Ed. Cotovia, 2009).

Este será um dos múltiplos desafios legados com que Jorge Paulus Bruno - o novo inquilino do Palacete Silveira e Paulo - será confrontado, cujo conhecimento da realidade cultural da região resultará, esperamos todos, em claros benefícios em prol da política cultural posta em prática pelo actual elenco governativo. A "herança" é, neste caso, frutuosa.


* Publicado na edição de 03/11/09 do AO
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Quinta-feira, Novembro 5

Trabalho em curso



Um destaque que se impõe.

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Quarta-feira, Novembro 4

A "hipótese académica".

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Debater a nossa Autonomia é um dever de cidadania. Em salutar abertura à polis a Universidade dos Açores promoveu o colóquio "Das Autonomias à Autonomia e à Independência: o Atlântico político entre os séculos XV e XXI" com um saldo manifestamente positivo de participação e parceria com várias entidades. Paradoxalmente, por vezes, do outro lado do Atlântico há quem evidencie uma perspectiva mais liberal da nossa Região do que os próprios Açorianos. Entre estes destaque para um dos nossos deputados à Assembleia da República, Dr. Ricardo Rodrigues, autor moral e material do aforismo: "povo Açoriano, isso não dá pão"! Resumir nesta perspectiva utilitarista o "povo Açoriano" e expurgar sem pruridos a sua referência do articulado do Estatuto Político Administrativo é uma questão de gosto que se lamenta. Argumentar que se trata de um conceito jurídico é redutor. O Estatuto Político Administrativo da Região Autónoma dos Açores é a nossa "constituição" e como tal é o habitat natural onde podem e devem conviver normas programáticas de natureza política e não estritamente jurídica. Trilhar outro caminho é diminuir o nosso Estatuto à dimensão vulgar dos pactos societários. Argumentar, como também se fez, que o conceito de Povo Açoriano é equivalente ao de Povo de Vila Franca, e in fine, ao de Povo lá da minha rua, é ainda mais redutor. O conceito de Povo Açoriano pressupõe uma identidade, uma cultura, um território, e um acervo histórico que não prescinde de uma dimensão específica e singular das representações religiosas. Basta evocar o conceito de Açorianidade de Vitorino Nemésio para que ganhe corpo e alma o conceito de Povo Açoriano. Contudo, como isso, para alguns "não dá pão", nem sequer para o espírito, lá se expurgou sem remorso o dito povo da Lei estatutária que o rege. O que dá pão é efectivamente discutir o lado da gestão corrente e da distribuição de prebendas e sinecuras da Autonomia. Também dá pão para a boca de certa clientela os retorcidos e elaborados pareceres jurídicos sobre um quinto mandato de César. Contudo, gratuita e desinteressadamente, um dos mais qualificados Constitucionalistas disse o óbvio em termos de ética política: atento "o espírito da lei na limitação de mandatos, que é um princípio democrático de impedir a sucessão indefinida de mandatos pela mesma pessoa, considero que (Carlos César) não deverá ser designado para um quinto mandato consecutivo". Resumindo: a excepção da lei, prevista aliás na norma transitória, esgotava-se num quarto mandato e se este é o "espírito da lei", logo, "já se atingiu o máximo", pelo que, um quinto mandato não passa de um truque de prestidigitação com a manipulação das técnicas da aplicação da lei no tempo. Seja como for ficou prometido que o tabu persistirá até que o próprio legislador, neste caso Carlos César, decida revelar a sua intenção! Tudo isto à imagem e semelhança dos exemplos que nos chegam dos trópicos cujos caudilhos são useiros e vezeiros em moldar as regras do jogo a favor da conveniência das estações. Depois admiram-se de nos dizerem que já temos autonomia que chegue e que os nossos próprios Açorianos digam que a causa de um povo Açoriano não dá pão. Tanto dá que até há quem defenda, no limite, a independência dos Açores e que o próprio Professor Jorge Miranda tenha condescendido com a legitimidade da realização de um referendo para o efeito cujo resultado respeitaria com espírito democrático. Talvez por ter a certeza de que, tal como o conceito de "povo Açoriano", tal referendo não passa de uma mera "hipótese académica".
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João Nuno Almeida e Sousa nas crónicasdigitais do jornaldiario.com

Agenda para esta 4ª feira


18h30
Teatro Micaelense
Insomnia
Exposição de Fotografia
Carlos Medeiros


20h30
Livraria Solmar
Lançamento do livro As Ilhas Desconhecidas de Raul Brandão
Prefácio e apresentação do Prof. Doutor António Machado Pires


21h30
Citizen Kane de Orson Welles
Apresentação de Ana Cristina Gil
Auditório da BPARPDL
Evento integrado na Semana no 4º Poder

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...Eu hoje deitei-me assim !

Em 1978, quase uma década depois da sua "morte aparente", Jim Morrisson edita além-túmulo uma pérola negra de blues, poesia,"spoken word" e música que se junta num poço de recordações de uma alma Americana. Numa "feast of friends" reuniram-se Ray Manzarek, Robby Krieger e John Densmore gravando e sobrepondo música dos Doors sobre poesia de Jim Morrisson e convocando o espírito deste para um evangelho herege e Americano. Amado e odiado em partes iguais "An American Prayer" não é um "disco" dos Doors mas uma peça de arte contemporânea e intemporal que já conheceu vários suportes, desde a cassete pirata até ao digital, sem esquecer várias edições em vinil ao ponto deste álbum póstumo alcançar certificação de disco de platina. Perdi a cassete, tenho algures o vinil e hoje recuperei-o em suporte mp3. Afinal o seu retorno é inevitável como um fado : "We're trying for something that's already found us". Não há volta a dar nem escapatória à memory lane.Recomenda-se o seu consumo ; mas com moderação q.b.

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AN AMERICAN PRAYER

Do you know the warm progress under the stars?
Do you know we exist?
Have you forgotten the keys to the Kingdom?
Have you been born yet & are you alive?

Let's reinvent the gods, all the myths of the ages
Celebrate symbols from deep elder forests
Have you forgotten the lessons of the ancient war
We need great golden copulations

The fathers are cackling in trees of the forest
Our mother is dead in the sea
Do you know we are being led to slaughters by placid admirals
& that fat slow generals are getting obscene on young blood

Do you know we are ruled by T.V. ?

The moon is a dry blood beast
Guerilla bands are rolling numbers in the next block of green vine
amassing for warfare on innocent herdsmen who are just dying

O great creator of being grant us one more hour to perform our art & perfect our lives

The moths & atheists are doubly divine & dying

We live, we die & death not ends it

Journey we more into the Nightmare
Cling to life our passion'd flower
Cling to cunts & cocks of despair
We got our final vision by clap

Columbus' groin got filled w/ green death
(I touched her thigh & death smiled)
We have assembled inside this ancient & insane theatre
To propagate our lust for life & flee the swarming wisdom of the streets
The barns are stormed

The windows kept & only one of all the rest
To dance & save us
W/ the divine mockery of words
Music inflames temperament
(When the true King's murderers are allowed to roam free a 1000 magicians arise in the land)

Where are the feasts
we were promised
Where is the wine
The New Wine
Dying on the vine
JIM MORRISSON
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mais em http://www.alwaysontherun.net/

Terça-feira, Novembro 3

Pronto para o melhor tempo da sua vida?



Nova campanha promocional dos Açoresdisponível nos locais habituais.

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Aviso à navegação

Os últimos headers :Ilhas foram alimentados com fotos de Filipe Franco e OpenFotoSubGraciosa. A administração agradece a benevolência.

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Segunda-feira, Novembro 2

Faial Filmes Fest'09 » 02 a 08 Novembro



O programa completo aqui.

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Domingo, Novembro 1

Golden Days

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(Praia do Pópulo década de 70 ?)
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Paul Valéry resumiu a ansiedade do tempo que passa num aforismo "o problema com o nosso tempo é que o futuro já não é o que era". Com a nostalgia de um "futuro" que não se concretizou a partir de um imaginário colectivo do passado restam, hoje, as memórias dessas ruínas ou de territórios já profanados pela modernidade. Neste dia outonal aqui ficam dois postais solarengos imortalizados no kodachrome e hoje replicados em formato digital no mundo virtual.
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(Piscina de São Pedro, década de 80 ?)

Turismo nos Açores, futuro garantido?

"Muitos empresários e cidadãos queixam-se do preço exorbitante das tarifas aéreas para a Região. É este o calcanhar de Aquiles do turismo açoriano?
Antes de mais, julgo estar a referir-se às tarifas praticadas no mercado nacional. Essa classificação de exorbitante não é correcta. A situação passa pelo facto da estratégia desenvolvida neste mercado estar alicerçada nos tour operadores. Neste contexto, a Região tem vindo a apresentar preços muito competitivos ao nível dos programas disponíveis para quem nos visita. Em termos de vendas directas, as recentes tarifas promocionais disponibilizadas pela transportadora aérea regional também são um passo no sentido de transformar, cada vez mais, os Açores, num destino acessível, pelo que não é correcto referir um suposto “calcanhar de Aquiles” no nosso turismo. O que aconteceu é que os Açores ao longo da última década conheceram taxas de crescimento verdadeiramente excepcionais e que não se podiam manter acima dos dois dígitos de forma permanente. O que a actual crise tem demonstrado é que os Açores têm conseguido resistir às dificuldades levantadas pela difícil conjuntura internacional."


Reconheço que o tema é tentador e é fácil dar largas à síndrome nacional, da qual o Dr. Medina Carreira se arrisca a ser o expoente máximo.
No entanto, e se quisermos fazer uma abordagem honesta e responsável, é possível identificar muitos outros factores que estão a condicionar negativamente o desenvolvimento turístico dos Açores.
Neste momento, tendo já sido inventariados alguns dos vectores que necessitam de um significativo melhoramento, órgãos de governo, empresários (do sector e não só) e população em geral têm de concertar esforços, no sentido de se conseguir acrescentar valor ao nosso produto.
No entanto, não nos enganemos. Por estes dias de crise global, preço conta. E conta muito! Os turistas têm veiculado informação bastante positiva sobre o nosso destino (natureza, hospitalidade, sustentabilidade, etc.) mas, quando chega ao “valor por dinheiro”, conferem-lhe uma apreciação muito baixa, considerando que a relação qualidade/preço está muito desequilibrada.
Assim sendo, numa altura em que o negócio não liberta margem para reinvestimentos, muitos advogam que o caminho é baixar preços. No entanto, o risco que se corre é o da degradação do produto, contribuindo também para uma maior dificuldade de atrair turistas que consigam provocar um gasto médio tão elevado quanto desejado.
Há muito caminho por escolher. Muitos modelos para serem observados e analisados: diferenciação e “clusters” são factores a levar em consideração, bem como o recurso a especialistas credenciados também.
Para bem do nosso futuro, devemos encarar a fase que agora se atravessa como um tipo de purgatório e não deixar que alguém, tal como o Dr. Ernâni Lopes, possa, daqui a algum tempo, fazer o mesmo tipo de comentário.

Por isso: mãos à obra!

R.I.P.


Foto Rita Carmo
Morreu António Sérgio
Um dia já de si triste com mais este motivo acrescido e agravado. Nome grande da rádio que aprendi a ouvir na Xfm e mais recentemente na Radar. Há quem o chame o "John Peel português" e, em parte, era-o, de facto. A rádio ficou mais pobre. E com a sua partida - a música em Portugal, também.

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JAZZORES'09 - o outro lado


Dispensável, o comentário do entrevistado da Elsa Soares, no último directo a partir do Teatro Micaelense. Enfim…

A terminar, uma palavra de grande apreço à organização.